quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mais negros no Brasil

Segundo o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os negros são maioria no Brasil: 97 milhões contra 91 milhões de pessoas que se declaram brancas. A contribuição cultural dessa raça será abordada neste blog.

Música, dança, religião e até a alimentação dos brasileiros foi influenciada pelos negros. Se a sociedade do século XIX pretendia fazer do Brasil uma cópia da Europa, os anos mostraram que o País conseguiu aproximar-se dos costumes africanos sem abandonar hábitos de seus descobridores.

Música e dança
Hoje aclamado no mundo todo, o samba foi reprimido no início do século XX. Como surgiu da fusão da música africana com a brasileira, os nobres cariocas da época afastaram o ritmo do desfile oficial do carnaval daquela cidade.

Segundo os registros da Biblioteca Nacional, o primeiro samba gravado no Brasil foi em 1917. “Pelo telefone” é de autoria de Donga (Ernesto dos Santos) e Mauro de Almeida. A partir da década de 1930, as rádios popularizaram o samba no País.

Maracatu, carimbo, lambada e maxixe também sofreram influência de ritmos africanos.

Religião
Candomblé e Umbanda talvez sejam as mais conhecidas, mas outras religiões africanas também fazem parte da cultura brasileira: Babaçuê, Batuque, Macumba, Quimbanda, Tambor-de-Mina, Xambá, entre outras.

Culinária
Nos últimos anos a nacionalidade da feijoada tem sido discutida. Deixando a questão de lado, fato é que o prato popularizou-se no Brasil com os escravos negros. (Confira a matéria da revista SuperInteressante sobre o assunto).

Os baianos têm ainda outros motivos para agradecer aos negros: acarajé, vatapá e moqueca são outras delícias com influência africana.